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Usaste-me! Olhos cheios de brilho, pele de seda, uma silhueta a tocar corações... Mas entreguei-me a ti... Tomaste meu coração, corpo, minha própria alma... Contigo senti-me “flores raras”, tendo forças para suportar a tudo... Acreditava em tuas juras... Que teu amor era tão grande, que, quando a morte me abraçasse, arrumarias modo de seguir-me... Conduzi meus dias, pensando sempre em ti. O tempo passando, fazendo suas marcas; sempre me dedicando ao teu crescimento, pois te queria Príncipe e, assim, te fiz... Mas, repentinamente, em palavras ásperas, mostraste-me que o tempo deixou marcas em minha face... E decretaste meu abandono ao léu... Me fizeste sentir, naquele instante, em “corbeille” de flores tristes, companhia de mausoléus; enfim, a rosa que fui poderia não ser mais um botão tão elegante, mas era, agora, uma majestosa flor, aberta a exalar, ainda, muito amor! Todo aquele que julga só o exterior se esquece de que ele ficará tão igual, ou pior, realmente... Só os grandes podem ver a beleza da alma! Isto não é tarefa dos insignificantes...
Cristal Solitário
Tutoriais Denise Worisch
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