CHAMEI...
Entre becos escuros gritei, entre rochedos impenetráveis tentei
me
esconder, enfrentei todas as forças, debrucei frente as
minhas
lagrimas
Nas noites que me eram carrascas,
fechava meus olhos esperava por ti, pedia pro tempo não ser tão duro,
mas ele vinha e deixava sua marca
profunda.
Nas manhas, quando me via na cama sozinho a pele sedenta por ti,
lembranças deste amor que veio, me fez grande e derrotou-me em
seguida.
Ah! Difícil era enfrentar este tempo sem ti, caminhar frente ao
vazio, não
ter certeza do amanha temer não ter braços a se entregar no
derradeiro instante.
Fiz de meus pensamentos meu companheiro, dos pássaros meus
ouvintes,
da lua minha amante, do sol meu confidente e buscava no vento, a
forma de
levar de mim o medo de jamais ter-te
novamente...
Mas, este tempo que me fez aluno na dor, preparava-me para tudo e
no
passar de seus servos, as horas fazia-me este cristal solitário,
entregando-se
pouco a pouco ao fim,, mesmo assim você não voltava, você não me
via
você se auto
enganava!


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