Madrugadas
Sem rumo,
percorro lentamente alamedas e ruas.
Os pensamentos vão ao encontro
de tua imagem,
a lembrança
de nossos diálogos, de nossa alegria, da comunhão de vidas
que pareciam feitas gêmeas e
nada poderia separar.
Hoje,
ao caminhar na noite, atravessar a madrugada sentindo
o sereno dos solitários, o frio da morte com as lagrimas
na face paro frente ao grande oceano e grito por teu nome
na esperança de olhar para trás e ver-te, abraçando-te
e beijando-te, entregar-me de vez a você.
Mas quando
viro nada vejo... as lagrimas se fazem, subo ao carro,
olho para trás e lá está sua majestade, o mar, a dizer-me:
- Volte
amanhã, quem sabe...
Assim
continuo minha caminhada.
Agora,
a volta para o castelo vazio, a cama antes quente com
nossos corpos, tudo em compasso de espera eterno, afinal,
tudo ao nosso redor conviveu com o amor... assim fomos felizes.
Hoje,
me resta a lua, o oceano e logo vem o sol. Ele me fará
ter esperança nas madrugadas frias ou em dias quentes,
haverá de surgir meu anjo picante.
Cristal Solitário


Tutoriais Denise Worisch
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